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Onibus de luxo fotos

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Em um belo e ensolarado domingo, a equipe do site visitava a Barra Funda, zona oeste de São Paulo, para fotografar imóveis abandonados para catalogar, quando decidiu atravessar a passarela sobre a linha do trem que corta este bairro. O alvo era fotografar algumas pequenas casinhas do início do século XX que existem no outro lado.

Quando atravessamos a passarela nos deparamos com um enorme “cemitério” de ônibus coletivos abandonados:

clique na foto para ampliar

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São mais de uma centena de ônibus largados ali ao tempo, inclusive com vários em boas condições. Como o local não é murado e sim gradeado, foi possível fotografar todo o local pelo lado de fora tranquilamente. Dentro do “cemitério” dois vigias guardam o local.

Observando os veículos foi possível identificar ônibus das mais variadas épocas, alguns realmente muito antigos. Desde os ônibus de três portas da CMTC de quando o prefeito era Mário Covas (1983-1985) , passando pelos famosos ônibus vermelhos da gestão Jânio Quadros (1986-1988) e até por ônibus de empresas particulares que circulavam na gestão Marta Suplicy.

Os veículos mais antigos, estão em avançado estado de deterioração e só restam suas carcaças e chassis, uma vez que motores  e demais componentes importantes foram removidos.  Já os mais recentes, estão em boas condições de uso ainda com seus motores e aparentando estarem bastante conservados visualmente. Se não podem mais servir de transporte coletivo em São Paulo por terem mais de 10 anos de uso, esta realidade é bastante diferente em cidades pobres do interior do Brasil onde estes ônibus poderiam servir de transporte de pessoas carentes que muitas vezes acabam por se locomover a pé, por não ter uma opção decente de transporte coletivo.

Como não fomos autorizados a fotografar os veículos de dentro do páteo do “cemitério”, resolvemos ir até um dos condomínios de luxo que ficam do outro lado da linha do trem e que nos permitiram uma visão privilegiada do local, confira as imagens (clique nas fotos para ampliar):

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

 

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

 

Crédito: Douglas Nascimento / São Paulo Antiga

Contamos no local aproximadamente 150 ônibus, com aproximadamente 70 deles apresentando condições de uso.

Segundo Luciane Ramos, moradora do condomínio que nos permitiu a entrada para fotografar o “cemitério”, os ônibus abandonados ali depreciam o valor dos imóveis na região e o local poderia ser melhor aproveitado se os veículos fossem removidos e aquele local fosse transformado em uma área de lazer pública e segura ou mesmo uma escola ou creche. Segundo ela, moradores já reclamaram às autoridades e nada foi feito. A reportagem pode constatar no local onde ficam os ônibus o mato alto e a presença de roedores.

Exclusivo:

São Paulo Antiga tentou ouvir a SPTrans:

Averiguamos que a responsabilidade do local é da São Paulo Transporte. A nossa equipe fez o contato telefônico com o órgão e fomos atendidos pela assessora Nívea, que nos solicitou que as questões fossem enviadas por email. Enviamos as perguntas e até o fechamento desta reportagem não havíamos recebido nenhum retorno.

No Pari, outro imóvel da SPTrans incomoda a vizinhança:

Não é somente este enorme “cemitério” de ônibus o único local da SPTrans que parece incomodar a população. No bairro do Pari vizinhos da antiga garagem Araguaia reclamam que o local está vazio há muito tempo ajudando a degradar e deteriorar o seu entorno.

Segundo moradores, no final do ano passado foi prometido que o local seria transformado em bolsão de estacionamento de ônibus de turistas, que vem até São Paulo para fazer compras na região da rua Oriente e 25 de Março. A promessa feita é que a concorrência pública seria lançada em 23 de janeiro e o local estaria pronto até o final do primeiro semestre deste ano. A própria SPTrans confirmou esta promessa a equipe do Jornal da Tarde em 15 de janeiro passado (). Como a imagem abaixo pode constatar, isso não ocorreu.

 

Exclusivo:

Segundo fontes da própria prefeitura, todo dia a capital recebe de 300 a 800 ônibus de turistas que chegam até aqui para fazer compras. Será que estes ônibus sem locais adequados para ficarem estacionados não atrapalham mais que os fretados que a prefeitura pretende limitar ?

Um empresário da região onde fica a Garagem Araguaia, falou a nossa reportagem que desde que esta garagem foi desativada, o entorno sofre uma profunda decadência. O local passou a ficar cheio de moradores de rua, o lixo na praça Lourenço Francolino – diante desta garagem – virou um grande banheiro a céu aberto e a noite está muito perigoso andar por ali. “O Pari sofre muito com este descaso”, diz.

Resta esperar que a SPTrans e a prefeitura tomem providências tanto a respeito do cemitério de ônibus da Barra Funda quanto a promessa do bolsão de ônibus do Pari na Garagem Araguaia.

 





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