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Fotos do rio nilo no egito

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 Anote aí: sabe aquelas imagens de oásis que a gente imagina, desses que tem um monte de palmeiras, de fontes de água e uma tenda te esperando com chá quente e comida deliciosa depois de horas de deserto.

Então: Siwa é mais ou menos assim (eu disse mais ou menos). Mas é um lugar tão diferente e único no Egito que nem parece que existe de verdade.

E tanto é que, nesta série de posts “Egito: das 24 coisas que você deve conhecer quando for lá”, que está dividida em três partes e pode ser vista , e , eu faço uma importante observação: houveram dois lugares que foram o ponto alto do Egito – e não, não estou falando das Pirâmides.

E também, mesmo com uma enorme lista de lugares que eu gostaria de conhecer, também seriam só estes dois que me fariam voltar ao Egito.

Um é , às margens do Mar Vermelho. O outro é Siwa.

Por do sol em Siwa. Como todos os entardeceres no Egito, é apaixonante – mas tente asistí-lo do alto do mirante da cidade. O contorno rústico das construções ganha uma dramaticidade diferente com a luz do sol.

 Mas onde é Siwa, o que tem lá e porque isso tudo? Vamos à algumas informações práticas:

  • Siwa fica no meio do Western Desert, quase na divisa com a Líbia.


  • É um oásis mesmo, um dos mais férteis e verdes dos oásis do Western Desert (esses, mais parecidos com cidades pobres do que oásis, mesmo), graças ao Siwa Lake, nos arredores da região. Não que Siwa seja um oásis de desenho animado – tem também sua cidade e seus problemas sociais (afinal, ainda estamos no Egito). Mas, é mais rústica e, quem sabe, mais bucólica. E o mar de palmeiras verdes também ajuda.
  • Para chegar lá tem que enfrentar uma estrada de 10 horas de deserto vindo de Alexandria, ou atravessar os oásis do deserto, passando por Dakhla, Bawiti, Bahariya e Farafra. 4 dias de estrada, talvez, considerando que as estradas no deserto não são as melhores e as viagens acontecem durante o dia, porque à noite não há iluminação. O que explica porque é difícil chegar lá (mas, vale dizer, é uma viagem interessante e que vale a pena. Veja como foi viajar 6 dias no deserto, com direito a pernoite em um acampamento no Western Desert, ).
  • E, essa mesma distância do mundo normal tem suas peculiaridades um tanto vantajosas: pouquíssimos turistas, nada do assédio normal dos vendedores (como tem pouca gente de fora, o próprio comércio tem um ritmo muito mais devagar, de cidade pequena. Gostoso mesmo).

A cidade tem ares de cidade mesmo – com sua cor meio ocre, combinando com o deserto – mas a presença das palmeiras dá um contorno que não se vê nas paisagens egípcias.

Mas antes de se impressionar com o caos dos pequenos problemas de uma pequena cidade – trânsito meio maluco, burrinhos maltratados puxando carroças – dê ao oásis a chance de começar a vê-lo por um novo ângulo. E se o seu tour chegar a Siwa perto da hora do entardecer, vá – andando, sempre – à Fortaleza de Shali: ruínas de uma construção em tijolos de argila, datada do século 13, e que se hoje em nada lembra os tempos militares, pelo menos serve de excelente mirante para assistir de camarote mais um dos belos pores do sol do país.

O oásis, visto do alto assim, fica dourado – como dourados são todas as coisas de valor no Egito. Mesmo as mais escondidas.

Vista do oásis de Siwa do alto das ruínas da Fortaleza de Shali

 Mas o que fazer em Siwa? Sobretudo, diminuir o ritmo, como pede qualquer cidade pequena. E aqui, vou anotando minha lista particular do que fiz por lá e o que vale a pena conhecer, no seu ritmo e a seu tempo.

1. Uma volta pela cidade

Sim, vale a pena abandonar a área urbana e aventurar-se pelas estradas do oásis. São lindas as estradas, ainda que rústicas, do oásis, todas permeadas de coqueiros e às margens do lago Siwa. Um toque de exotismo no passeio.

Observação (só para as meninas): não custa nada lembrar que estamos num país muçulmano, especialmente numa área humilde, e que mulheres ocidentais, de forma geral, não tem uma boa fama neste mundo. Falo isso avisando de que não tive nenhum problema em andar pela cidade, e que todos foram demasiadamente amáveis. Mas, ainda assim, não é muito recomendável que uma mulher – ou mulheres – saiam sozinhas ou de bike pedalando em áreas mais afastadas do oásis, ou fora dos grandes trechos de estrada. Acho, inclusive, que é o mesmo conselho que mamãe daria para as filhotas mesmo perto de casa: não sair sassaricando sozinha e soltinha em lugares ermos. 

 E como dar essa volta? Há vários burricos e cavalos disponíveis para aluguel em plena praça principal da cidade ou diretamente com a recepção do hotel. Então dá para ir no lombo de um ou puxado na carroça.

Mas na boa? Gostoso mesmo é alugar uma bike e sair pedalando por aí. Então, anote aí, um subtópico para esta dica: alugar uma bike e seguir, montado nela, visitando todos os pontos turísticos de lá.

É bom demais.

 2. O templo do Oráculo:

Um dos maiores templos da região, construído no século 6 antes de Cristo. Hoje não resta mais nada além de ruínas de argila, mas ali era onde viviam os principais oráculos da Antiguidade – magos e sábios que se dedicavam a estudar e adivinhar o futuro. Tanto que Alexandre o Grande (ou “o cara”) viajou meio mundo até lá (e olhe que Siwa era bem mais difícil de chegar naquela época) para se consultar com seus oráculos e, dizem as lendas, saber mais sobre seu pai, se era um descendente divino e sobre suas conquistas.

Não se sabe até hoje o que, exatamente, o oráculo disse a ele – mas tudo leva a crer que a resposta foi positiva, porque em seguida seriam cunhadas moedas com seu rosto esculpido, como um deus. E também, dez anos depois, Alexandre morreria, subitamente, com causas ainda não de todo desvendadas.

O oráculo de Siwa era, na época, o mais respeitados pelos antigos gregos e reis, tanto que muitos, como Alexandre, faziam longas viagens para se consultar. Outros, temerosos do seu crescente poder, mandaram exércitos destruí-lo (há relatos, inclusive, de exércitos que desapareceram no deserto, sem deixar rastros, sem nem conseguir chegar perto do templo. Tenso).

Ok, hoje é só um monte de pedra e tem que ter muita imaginação para adivinhar como era o lugar na época. Mas a visita vale mais pelo valor histórico do que pelo estado atual das ruínas. Mas é legal para saber que a gente está pisando na mesma terra que muita gente importante.

Ah, e a pedalada até lá é bem bacana também.

 

3. A piscina de Cleópatra 

Se a razão de ser de Siwa e de seus coqueiros são os lagos ao seu redor, o oásis pode estar duplamente agradecido pela piscina natural que existe, próxima do Templo do Oráculo. Uma fonte de águas cristalinas e estupidamente verdes , cheias de bolhas de ar, emerge do meio das palmeiras, altamente convidativa. Se você estiver vindo de bike, tem restaurantes e cafés, desses bem feitos para turista, ao redor – é só pedir para usar o vestiário.

Só um aviso: meninas, é possível mergulhar sim, mas só de roupa (afinal, você está no meio do meio do meio de dois países muçulmanos). Uma camisa de manga comprida com top ou biquíni por baixo resolve (dessas dry-fit de academia, que secam rápido. Só evite as brancas, que são transparentes) e uma calça de ginástica até o joelho (dessas mais largas – nada muito justo por favor) ou uma bermuda comportada de microfibra dão conta do recado e secam logo. Cuidado também no vestiário – certifique-se que está bem fechadinho para você não “exibir” mais do que deve.

Ah, meninos, nada de desfilar o peitoral. Mergulho só de camisa. De manga, tá.

 Mas olha, o mergulho é uma experiência incrível: a sensação é de estar numa piscina de água com gás, cheia de bolhas – e como se a água estivesse fazendo com a gente flutuasse naturalmente. Fora a sensação ultra-refrescante de um mergulho em pleno calor de um deserto.

Agora, ninguém me explicou se o nome da piscina significava que a Cleópatra realmente foi até lá e mergulhava na piscina, ou se é só marketing. De qualquer forma, a ida do Alexandre, o Grande ao Templo do Oráculo já é comprovada, de modo que nosso afã por celebridades antigas já está devidamente saciado. Embora, se a Cleópatra de fato ia mesmo até lá para um mergulhinho, é prova de que de boba mesmo ela não tinha nada.

4. Compras 

Primeiro aviso: as compras aqui são diferentes das feitas nos mercados do Cairo e de Luxor. Não vamos encontrar a prataria e as jóias dos mercados das grandes cidades. Na verdade, não vamos encontrar nada do que tem por lá. E por isso que as compras são mais interessantes.

Como Siwa é muito longe de tudo e de difícil acesso, muitas coisas não chegam até lá – de modo que o próprio comércio precisou aprender a se desenvolver à sua maneira. Então, por exemplo, se um dos pontos negativos que eu encontrei nos mercados de Cairo, Luxor e Aswan era encontrar artigos como echarpes, lenços, toalhas e batas bordadas todas “Made in China”, em Siwa eu tive a feliz surpresa de encontrar um artesanato mais genuíno e local. Seja nas batas manualmente bordadas, nas tapeçarias, nos cestos de palha… Mesmo não sendo do time que volta abarrotada de lenços para casa, foi o único lugar em todo o Egito que eu me senti, de fato, comprando algo que fosse local e autêntica – e, de quebra, ajudando a economia de lá também.

O mesmo valia para essências naturais – em Siwa era comum por séculos a presença de curandeiros, de modo que existem lojas que vendem óleos e chás de ervas naturais que prometem curar de tudo. Mesmo não sendo corajosa o suficiente para experimentar chás de origem desconhecida, mas essências eram interessantes: óleos perfumados embalados em frascos manuais eram o suficiente para me fazer sentir que eu estava comprando especiarias.

Besteira, né? Mas eu achei a experiência interessante.

 Por outro lado, algumas coisas faltam: por exemplo, não achei em nenhum lugar no oásis uma loja que vendesse sorvete, por exemplo. Acredito que em razão de ser um produto que não resistiria a uma longa viagem pelo deserto de caminhão – e não vi caminhões refrigerados com frequência por lá. Peculiaridades, portanto, de se estar num oásis escondido.

Ah, outra vantagem (de longe, a melhor delas): não sentimos, em Siwa, o assédio constante e insuportável dos vendedores. Ponto para eles.

5. Comida:

Disparado, o melhor lugar que eu comi no Egito. Porque? Talvez porque em muitas partes do deserto eu não vi muitas geladeiras, ou lugar para armazenamento de comida – o que se reverte na deliciosa vantagem de que a comida é preparada na hora e servida, portanto bem fresquinha.

Dica de onde fica o mapa da mina? Experimente o restaurante Abdu`s, na praça principal da cidade. A aparência não é lá essas coisas e, assim que você chegar, já faça o pedido: a comida demora bastante, porque eles fazem tudo na hora, mas costuma valer cada segundo.

Ali, não dispense o café da manhã de queijo feta, coalhada, mel e pão árabe, servidos fresquíssimos cada um. Não dispense os falafels, divinos – uma ótima pedida de café da manhã, entrada para o almoço, janta… vai bem com tudo! Os chás de hibiscus também são bem vindos, frescos ou quentes, mas tente experimentar os sucos gelados de tâmaras – Siwa é uma das maiores produtoras de tâmaras do Egito). O frango é uma delícia. A pizza árabe, hummmm…. Sem  puxar o saco, mas não houve nada que eu tivesse comido que não repetiria – e olhe que tenho paladar chato para dedéu com algumas coisas.

E o melhor? Lembro que comer uma entrada, bebida, refeição principal e sobremesa, e eu não pagava mais do que o equivalente a 15 reais. Pechincha de dar gosto.

 6. Noite:

Não, Egito não é forte em baladas – e muito menos num oásis. Porém, o interessante é que sempre tinha algo para se fazer todas as noites. Especialmente nos terraços das casas – quase todo prédio tinha um – cuja simplicidade era aconchegante o suficiente para caber sofás, uma área para a fogueira, o canto do chá, uma base de narguilé e um papo com amigos.

Exemplo de um dos muitos terraços de Siwa

Então, o que acontece é seguir, à noite, para uma dos terraços abertos (sim, porque lá é o deserto do Saara, e não chove), debaixo de um céu absolutamente estrelado, e ficar ao redor da fogueira, tomando chá e experimentando o narguilé, se for o caso. E trocando idéias com gente de tudo quanto é lugar, viajantes que nem você, que vieram parar também neste oásis perdido. E egípcios, que se reunem para falar de amor, de trabalho, de país, de família, de Alá. Se tiver chance, peça para eles cantarem – adoram!

Terraços em Siwa são como Siwa em si: pequenos oásis de fogueira e risada no meio da noite, rústicos e calorosos à sua própria maneira, proporcionando uma experiência de viagem e interação local que uma cidade grande dificilmente conseguiria proporcionar.

7. The Great Sand Sea :

Já falei dele mas é o tipo do lugar que vale sempre repetir. Literalmente, é o “Grande Mar de Areia” – o desertão do Saara na sua melhor forma: dunas móveis, fluidas, gigantescas, com areias que parecem dançar com o vento.

É um deserto hipnotizante: imenso, gigantesco, cheio de um nada que, indizível e poderoso, parece tomar conta de tudo e todos.

deserto sombras saara

 

Deserto dunas great sand sea

Aprendi, nessa viagem, a gostar de desertos: eles dão a exata dimensão do que a gente é diante do mundo.

 A gente se sente pequenininho. Mas em nada, diminuído… Um paradoxo interessante de se viver.

 E é, também, o melhor lugar para arriscar-se no sandboard.

Mas prepare-se: depois disso, você vai passar uns 5 dias tomando banho e ainda assim vai encontrar um pouco de areia no seu corpo, cabelo, roupas…

Duna sandboard saharaÍngreme??? Imagina!

descendo sandboarding

 

Ah, e é um dos mais belos lugares para se meditar também. E agradecer.

8. Fontes termais:

Surpresa! E se não bastasse visitar o Great Sand Sea, eis que no meio desta caixa gigante de areia existem fontes termais, quentinhas, quentinhas, cercadas de palmeiras (quer coisa melhor)? O pré-requisito é o mesmo – nadar, só com roupa – mas a experiência de dar um mergulho na água quentinha em pleno deserto é única!

Há também uma fonte de água termal fria – essa aí da foto abaixo – que nada mais é do que um grande lago de juncos. Obviamente, deve ser uma excelente pedida no alto verãozão, em pleno meio dia do deserto – mas às 17 horas do inverno, em que a temperatura já começava a cair drasticamente, a gente resolveu pular a experiência. Mas fica a dica.

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Como ir a Siwa: Como este oásis fica bem longe da rota usual de turistas, é preciso pegar um dos roteiros organizados por agências especialmente na cidade de Alexandria (distante 10 chatíssimas horas do deserto) ou de Luxor, lembrando que, se você optar por partir desta última, o passeio inclui ao menos uns 4 a 5 dias pelo deserto, então considere fazer o passeio completo pelo deserto do que ir somente a Siwa.O que, aliás, vale muito a pena.

Em tempo: nem sequer considere a possibilidade de ir sozinho, alugando um carro. As estradas são horrorosas, o deserto é enorme (sem luz e sem sinal, e com trechos que não tem estrada, só as marcas deixadas por outros trucks), e várias vezes aconteceu do nosso carro atolar no meio do caminho. Sem falar nas constantes paradas nos postos de fiscalização da polícia egípcia. Melhor se poupar deste estresse e arrumar um guia com você.

Ah, esquece ir de avião: não tem aeroporto lá.

Mas ó, vale a pena para quem curte experiências e aventura. Eu fiz um pacote completo por todo Egito – pelo menos, pela maior parte dele, exceto o Cairo e a Península do Sinai que fiz sozinha – em um tour pela empresa  , australiana – reservei com eles este pacote aqui ( Explore Egypt), que é o mais aventureiro de todos (e todos os posts, falando de todos os lugares visitados, podem ser encontrados ). Siwa está ali, incluidíssima.

Mais posts do Egito:

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E aí? Já marcou a passagem? 🙂

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